Cada posição tem a sua régua: a seleção da 1ª rodada da Copa
A maioria dos rankings de rodada elege um craque por um número só. Quem fez mais gols. Quem tirou a maior nota numa escala fechada. É rápido, rende manchete — e quase sempre injusto. Avaliar um centroavante pelos gols faz algum sentido; avaliar um zagueiro ou um primeiro volante pela mesma régua não faz nenhum. O que se pede a um goleiro não é o que se pede a um ponta, e juntar todo mundo na mesma fila é como comparar um maratonista com um velocista pelo tempo dos 100 metros.
Então fizemos diferente. Para cada posição, montamos uma régua própria: um conjunto de fundamentos que aquela função realmente precisa entregar, cada um com seu peso. A nota de um zagueiro pesa duelo aéreo, corte e saída de bola; a de um ponta pesa finalização, drible e criação. São oito réguas para as onze vagas do time — os dois zagueiros dividem a mesma régua, assim como os laterais entre si e os pontas entre si. No fim, a seleção da 1ª rodada da Copa — um 4-3-3 com titulares e reservas — sai do cruzamento de tudo isso, e não do brilho de um lance que ficou no replay.
Este post mostra a seleção, o pódio de cada posição, um recorte só com os brasileiros e, no fim, a explicação completa de como cada nota foi calculada. Os dados vêm dos relatórios de pós-jogo da FIFA e do FotMob.
Como a nota foi calculada (o essencial)
Três decisões sustentam tudo o que vem abaixo. Vale ler antes das tabelas.
1. A régua muda por posição. Cada posição é avaliada por um conjunto de métricas com pesos próprios — definidos pelo que aquela função precisa fazer. A lista completa, métrica por métrica e peso por peso, está na última seção do post.
2. A nota é relativa à posição, não um valor absoluto. Para cada métrica, olhamos como o jogador se saiu em relação aos outros da mesma posição naquela rodada e ponderamos pelos pesos. Na maioria das métricas, o que conta é onde ele ficou na fila; em gols e assistências, conta o tamanho do número — a diferença está explicada no apêndice. A nota vai de 0 a 100. Nota 78 do centroavante não quer dizer "78 de aproveitamento": quer dizer que, no balanço das coisas que se cobram de um centroavante, ele ficou perto do topo entre os 31 centroavantes que entraram em campo. É sempre uma comparação dentro da posição.
3. Usamos os números brutos, não projetados para 90 minutos. Aqui entra uma escolha que precisa ser dita na cara. Só avaliamos quem jogou pelo menos 45 minutos. E contamos o que cada um fez de fato na partida — não o que faria "se jogasse 90". A alternativa seria normalizar: se um volante desarmou 5 vezes no primeiro tempo, projetar 10 num jogo inteiro. O problema é que isso inventa um número que não aconteceu — e nada garante que ele manteria o ritmo no segundo tempo. Então preferimos pecar pela comparação um pouco injusta: quem jogou 90 teve mais chance de acumular coisas do que quem jogou 45. Em troca, todo número aqui é real, aconteceu em campo. Guarde isso: ele explica por que alguns nomes que entraram só no fim, ou saíram no intervalo, aparecem mais embaixo.
Uma nota sobre pênaltis: onde entra gol esperado (o tal do xG, que estimamos adiante), usamos a versão sem pênalti, para que uma cobrança da marca não inflasse a nota. Gols marcados contam todos, inclusive de pênalti — é o que de fato foi para a rede.
A seleção da 1ª rodada — Titulares
O time ideal da rodada num 4-3-3. Entre parênteses, a seleção (país) e a nota na posição.
| Posição | Jogador | Seleção | Nota |
|---|---|---|---|
| Goleiro | Patrick Beach | Austrália | 96,8 |
| Lateral-direito | Achraf Hakimi | Marrocos | 76,4 |
| Zagueiro | Wilfried Singo | Costa do Marfim | 78,2 |
| Zagueiro | Mathías Olivera | Uruguai | 76,9 |
| Lateral-esquerdo | Merchas Doski | Iraque | 76,4 |
| Primeiro volante | Enzo Fernández | Argentina | 74,7 |
| Segundo volante | Aleksandar Pavlovic | Alemanha | 75,9 |
| Meia-armador | Pedri | Espanha | 88,9 |
| Ponta-direita | Lionel Messi | Argentina | 71,2 |
| Centroavante | Erling Haaland | Noruega | 78,4 |
| Ponta-esquerda | Luis Díaz | Colômbia | 66,2 |
Duas leituras saltam daqui.
A primeira: o jogador com a maior nota da rodada inteira é um goleiro, Patrick Beach, da Austrália. Não é acaso. Goleiro é a posição onde uma atuação isolada mais se destaca da média, e a nossa régua de goleiro premia exatamente isso — falaremos de Beach já no pódio das posições. A segunda: a seleção mistura nomes de cartaz (Pedri, Haaland, Messi) com jogadores que o resumo de gols ignora (Doski, Singo, Olivera). É o efeito de avaliar por posição e por vários fatores ao mesmo tempo: quem fez o conjunto bem-feito sobe, mesmo sem o lance de destaque.
Pedri é o melhor exemplo do que a régua multifatorial captura. Como meia-armador, ele não brilhou num número só: criou 5 chances na partida, somou 1,23 de assistência esperada (o xA — o tanto de gol que os passes dele deveriam render) e ainda esteve entre os que mais quebraram linhas de marcação entre os armadores. É a soma disso, e não um chute bonito, que o leva a 88,9 — a maior nota de linha da rodada.
A seleção da 1ª rodada — Reservas
Como o ranking ordena todo mundo dentro da posição, dá para montar também o time reserva da rodada: o segundo melhor de cada função (pulando quem já é titular). Um banco que muita seleção titular gostaria de ter.
| Posição | Jogador | Seleção | Nota |
|---|---|---|---|
| Goleiro | Vozinha | Cabo Verde | 95,1 |
| Lateral-direito | Ramin Rezaeian | Irã | 74,8 |
| Zagueiro | Emmanuel Agbadou | Costa do Marfim | 75,9 |
| Zagueiro | Nico Schlotterbeck | Alemanha | 75,5 |
| Lateral-esquerdo | Douglas Santos | Brasil | 72,8 |
| Primeiro volante | Xaver Schlager | Áustria | 74,0 |
| Segundo volante | Rodrigo Bentancur | Uruguai | 75,0 |
| Meia-armador | Malik Tillman | Estados Unidos | 77,1 |
| Ponta-direita | Michael Olise | França | 62,4 |
| Centroavante | Harry Kane | Inglaterra | 70,3 |
| Ponta-esquerda | Julián Quiñones | México | 62,1 |
O banco já entrega o primeiro brasileiro da lista: Douglas Santos, segundo melhor lateral-esquerdo da rodada. Voltaremos a Douglas na seção do Brasil. Chama atenção também o goleiro reserva: Vozinha, de Cabo Verde, com 95,1 — segundo de toda a rodada, atrás só de Beach. E a Costa do Marfim coloca dois zagueiros no top da posição: Singo no XI titular, Agbadou no reserva.
O pódio de cada posição
Os três melhores de cada posição na rodada. O número de jogadores avaliados varia muito — são 116 pontas, mas só 31 centroavantes —, o que muda o quanto cada nota "custou" para ser conquistada.
Goleiro (49 avaliados)
- Patrick Beach — Austrália — 96,8
- Vozinha — Cabo Verde — 95,1
- Mahmud Abunada — Catar — 88,8
Beach lidera por um motivo tangível: nossos cálculos estimam que ele evitou cerca de 1,5 gol além do que um goleiro médio sofreria com as finalizações que enfrentou, defendeu tudo o que foi ao alvo e ainda fez 8 defesas no jogo. É a métrica de "gols evitados" — o peso maior da régua de goleiro — que o dispara.
São 48 seleções na Copa, mas 49 goleiros no ranking: Gana trocou de goleiro no intervalo da partida contra o Panamá, e como Benjamin Asare e Lawrence Ati-Zigi jogaram 45 minutos cada, os dois bateram o corte mínimo e entraram na conta.
Zagueiro (109 avaliados)
- Wilfried Singo — Costa do Marfim — 78,2
- Mathías Olivera — Uruguai — 76,9
- Emmanuel Agbadou — Costa do Marfim — 75,9
Lateral-direito (44 avaliados)
- Achraf Hakimi — Marrocos — 76,4
- Ramin Rezaeian — Irã — 74,8
- Julian Ryerson — Noruega — 74,5
Lateral-esquerdo (47 avaliados)
- Merchas Doski — Iraque — 76,4
- Douglas Santos — Brasil — 72,8
- Ricardo Rodríguez — Suíça — 68,7
Primeiro volante (41 avaliados)
- Enzo Fernández — Argentina — 74,7
- Xaver Schlager — Áustria — 74,0
- Frenkie de Jong — Holanda — 73,5
Segundo volante / box-to-box (60 avaliados)
- Aleksandar Pavlovic — Alemanha — 75,9
- Rodrigo Bentancur — Uruguai — 75,0
- Moisés Caicedo — Equador — 74,0
Meia-armador (39 avaliados)
- Pedri — Espanha — 88,9
- Malik Tillman — Estados Unidos — 77,1
- Jhon Arias — Colômbia — 70,6
Ponta (116 avaliados)
- Lionel Messi — Argentina — 71,2
- Luis Díaz — Colômbia — 66,2
- Michael Olise — França — 62,4
A ponta é o melhor retrato de por que uma régua de um número só engana. Se o critério fosse só gol, Messi lideraria folgado — fez três na rodada. Mas a régua de ponta também cobra criação, drible que dá certo e presença na área, e quando se soma tudo isso entre 116 pontas, a distância para os demais encolhe e nomes como Luis Díaz e Olise aparecem logo atrás. O gol é parte da história de um ponta, não a história inteira.
Centroavante (31 avaliados)
- Erling Haaland — Noruega — 78,4
- Harry Kane — Inglaterra — 70,3
- Folarin Balogun — Estados Unidos — 65,1
O quarto colocado aqui é a melhor prova de que a régua faz diferença: Kylian Mbappé, com 63,9. Mbappé fez dois gols, acertou quatro finalizações no alvo e teve um dos maiores volumes de gol esperado (o xG — a qualidade das chances que ele teve) entre os centroavantes da rodada. Na pura pontaria, andou lado a lado com Haaland.
Então por que ficou fora do pódio? Porque a régua de centroavante também cobra o trabalho de pivô e ligação — e aí Mbappé ficou perto do fim da fila: não criou nenhuma chance para os companheiros, não ganhou um duelo aéreo e venceu só dois duelos no chão. E repare que não é efeito dos minutos: Mbappé jogou os 90, enquanto Balogun, o terceiro colocado, fez seus dois gols em apenas 72 minutos e ainda participou mais da construção (dez toques na área, cinco duelos no chão ganhos). Num ranking só de gols, os dois empatariam no topo; é a parte do jogo que vai além de finalizar que os separa.
O Brasil na 1ª rodada
Recortamos do ranking só os brasileiros que jogaram pelo menos 45 minutos na estreia, com a posição de cada um e onde ficaram dentro da própria função.
| Jogador | Posição | Nota | Posição no ranking |
|---|---|---|---|
| Douglas Santos | Lateral-esquerdo | 72,8 | 2º de 47 |
| Gabriel | Zagueiro | 59,8 | 26º de 109 |
| Marquinhos | Zagueiro | 56,3 | 38º de 109 |
| Raphinha | Ponta | 50,7 | 16º de 116 |
| Alisson Becker | Goleiro | 50,5 | 23º de 49 |
| Vinícius Júnior | Ponta | 50,0 | 17º de 116 |
| Casemiro | Primeiro volante | 47,4 | 27º de 41 |
| Bruno Guimarães | Segundo volante | 46,6 | 40º de 60 |
| Roger Ibañez | Lateral-direito | 45,0 | 27º de 44 |
| Lucas Paquetá | Ponta | 39,8 | 52º de 116 |
| Fabinho | Primeiro volante | 36,9 | 33º de 41 |
| Igor Thiago | Ponta | 34,4 | 76º de 116 |
A leitura honesta é que a estreia brasileira ficou, na maioria das posições, no meio das tabelas — com uma exceção clara: Douglas Santos. O lateral-esquerdo foi o único a furar um pódio, em segundo na posição, puxado por dois pontos fortes: ele quebrou 17 linhas de marcação com seus passes (entre os melhores da posição na rodada) e participou bem do apoio ofensivo pela esquerda, somando cruzamento certo e chance criada.
Dois cuidados antes de qualquer veredito. Primeiro, a régua é dentro da posição: Raphinha e Vinícius Júnior aparecerem perto da casa do 50 numa fila de 116 pontas não é o mesmo que ficar no meio de uma fila pequena. Segundo — e aqui volta a escolha pelos números brutos — Casemiro, Roger Ibañez e Fabinho jogaram só 45 minutos, e Bruno Guimarães, 80. Quem teve menos tempo teve menos chance de acumular ações, e isso pesa contra eles no formato bruto. É a comparação um pouco injusta que assumimos lá no começo: o preço de só trabalhar com números que existiram de verdade.
E aqui um recado para os xingadores de plantão, antes que alguém suba o tom: sim, Vinícius Júnior fez gol e ficou atrás de Raphinha. Calma. Primeiro, a diferença é de sete décimos — 50,7 contra 50,0, 16º e 17º numa fila de 116 pontas. É empate técnico, não um abismo. Segundo, o gol de fato contou a favor de Vini (o item "gols" vale 15% da régua de ponta), mas a régua cobra o pacote inteiro de um ponta, e nele Raphinha compensou: criou 3 chances contra 2, somou bem mais assistência esperada (xA 0,33 contra 0,09) e finalizou mais. Vini, por sua vez, teve uma noite difícil no um-contra-um — tentou 8 dribles e não completou nenhum —, e isso pesa numa régua que valoriza manter a bola. No saldo, quase empataram. E há um detalhe que vale ouro: a fórmula é toda aberta na última seção. Quem acha que o gol de um ponta deveria pesar mais é livre para puxar esse peso para cima — e, fazendo isso, inverter a dupla. O ranking não é uma verdade revelada; é uma régua transparente, e cada um pode montar a sua.
O que dá para tirar daqui
Uma rodada é uma rodada — amostra pequena, e não transformamos um jogo em sentença. O valor deste exercício não é cravar quem é o melhor do mundo, e sim mostrar que a régua importa. Quando se avalia cada posição pelo conjunto do que ela precisa entregar, a fotografia muda: um goleiro da Austrália lidera a rodada, Cabo Verde tem o segundo melhor arqueiro, a Costa do Marfim emplaca dois zagueiros no topo, e o Brasil encontra seu destaque num lateral-esquerdo, não num atacante de cartaz.
Nenhum desses nomes apareceria no alto de um ranking de uma estatística só. É esse o ponto: o futebol é multifatorial, e medir bem exige uma régua à altura. Na próxima rodada, repetimos o exercício — e dá para ver quem sustenta o nível e quem foi efeito de um jogo.
Apêndice — as fórmulas, posição por posição
Para quem quer auditar a conta. Cada posição tem um conjunto de métricas, cada uma com um peso (em %). Cada métrica vira uma escala de 0 a 100 comparando o jogador com os outros da mesma posição na rodada, e a nota final é a média dessas escalas ponderada pelos pesos abaixo. Lembrando: trabalhamos com os totais brutos da partida (quem jogou ≥ 45 min), não projetados para 90 minutos.
Como cada métrica vira nota: posição na fila × tamanho do número
Há duas formas de transformar uma métrica em escala de 0 a 100, e usamos a que faz mais sentido para cada uma.
- Por percentil (a posição na fila). Vale para quase tudo — passes certos, duelos, recuperações, chances criadas. Aqui importa a ordem: a escala mede quantos jogadores da posição o atleta superou naquela métrica, não o tamanho da diferença. É o ideal para fundamentos em que "fazer mais" tem retorno decrescente.
- Pela magnitude (o tamanho do número). Vale para gols e assistências, onde o tamanho importa de verdade: fazer 3 gols deve valer cerca de três vezes fazer 1, não só "ficar à frente". Por isso usamos uma escala proporcional ao valor. É o que explica, no ranking dos pontas, Luis Díaz ter tirado 33,3 na métrica de gols com um gol marcado, enquanto Messi, com três, cravou 100 — exatamente o triplo.
O que cada métrica mede
- Gols evitados — quantos gols o goleiro impediu além do que se esperaria das finalizações que enfrentou. Mede defesa difícil, não volume.
- % de defesas — defesas dividas pelos chutes que foram ao alvo.
- Defesas — total de defesas na partida.
- Duelos aéreos ganhos — disputas de bola pelo alto vencidas.
- Ações defensivas — soma de desarmes, interceptações e cortes.
- Vezes driblado — quantas vezes o jogador foi passado num drible (quanto menos, melhor — entra invertido).
- Quebras de linha — passes que ultrapassam uma linha de marcadores, fazendo a bola progredir por dentro da defesa adversária.
- % de acerto de passe — passes certos sobre passes tentados.
- Bolas longas certas — lançamentos longos que chegaram ao destino.
- Duelos no chão ganhos — disputas rente ao gramado vencidas.
- Cruzamentos certos — cruzamentos que encontraram um companheiro.
- Chances criadas — passes que terminaram em finalização de um companheiro.
- Recuperações — bolas recuperadas para a equipe.
- Passes ao último terço — passes que entregam a bola no terço de ataque do campo.
- Toques na área adversária — vezes que tocou na bola dentro da área de ataque.
- Gols — gols marcados (todos, inclusive pênalti).
- Gol esperado sem pênalti (xG) — a qualidade das chances que o jogador teve, somada; estima quantos gols aquelas finalizações renderiam em média, excluindo pênaltis.
- Finalizações / no alvo — chutes dados / que foram na direção do gol.
- Assistências — passes que viraram gol.
- Assistência esperada (xA) — o tanto de gol que os passes do jogador deveriam ter rendido, pela qualidade das chances que ele deu.
- Perdas de posse conduzindo — vezes que perdeu a bola no drible ou na condução (invertido — quanto menos, melhor).
- Taxa de drible mal-sucedido — proporção de dribles que não deram certo (invertido).
Pesos por posição
Goleiro — foco em evitar gol.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Gols evitados | 60% |
| % de defesas | 25% |
| Defesas | 15% |
Zagueiro — defender bem e sair jogando.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Duelos aéreos ganhos | 24% |
| Ações defensivas | 22% |
| Quebras de linha | 18% |
| Vezes driblado (invertido) | 14% |
| % de acerto de passe | 14% |
| Bolas longas certas | 8% |
Lateral (direito e esquerdo — mesma régua) — defender, progredir e municiar o ataque.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Cruzamentos certos | 22% |
| Chances criadas | 20% |
| Quebras de linha | 15% |
| Ações defensivas | 13% |
| % de acerto de passe | 11% |
| Vezes driblado (invertido) | 10% |
| Duelos no chão ganhos | 9% |
Primeiro volante — proteger, recuperar e circular com segurança.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| % de acerto de passe | 20% |
| Ações defensivas | 18% |
| Recuperações | 16% |
| Quebras de linha | 15% |
| Duelos no chão ganhos | 11% |
| Vezes driblado (invertido) | 10% |
| Bolas longas certas | 10% |
Segundo volante (box-to-box) — equilíbrio entre defender, progredir e criar.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Chances criadas | 18% |
| Quebras de linha | 16% |
| Passes ao último terço | 12% |
| % de acerto de passe | 12% |
| Toques na área adversária | 12% |
| Recuperações | 11% |
| Ações defensivas | 10% |
| Duelos no chão ganhos | 9% |
Meia-armador — criar, ameaçar o gol e progredir, descontando o desperdício.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Chances criadas | 22% |
| Assistência esperada (xA) | 16% |
| Gol esperado sem pênalti (xG) | 16% |
| Passes ao último terço | 12% |
| Toques na área adversária | 12% |
| Quebras de linha | 10% |
| Perdas de posse conduzindo (invertido) | 6% |
| Taxa de drible mal-sucedido (invertido) | 6% |
Ponta — ameaçar o gol, criar e driblar.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Gols | 15% |
| Gol esperado sem pênalti (xG) | 13% |
| Chances criadas | 13% |
| Assistências | 11% |
| Quebras de linha | 8% |
| Assistência esperada (xA) | 7% |
| Toques na área adversária | 7% |
| Taxa de drible mal-sucedido (invertido) | 7% |
| Perdas de posse conduzindo (invertido) | 6% |
| Finalizações | 5% |
| Cruzamentos certos | 4% |
| Passes ao último terço | 4% |
Centroavante — gol acima de tudo, com pivô e ligação, descontando o desperdício.
| Métrica | Peso |
|---|---|
| Gols | 20% |
| Gol esperado sem pênalti (xG) | 16% |
| Toques na área adversária | 12% |
| Duelos aéreos ganhos | 9% |
| Chances criadas | 9% |
| Assistências | 8% |
| Perdas de posse conduzindo (invertido) | 8% |
| Finalizações no alvo | 8% |
| Assistência esperada (xA) | 5% |
| Duelos no chão ganhos | 5% |
Uma palavra sobre as fontes
Vale uma honestidade final: os números dependem de quem os coleta. Cada provedor de dados tem seus próprios critérios para decidir o que é um drible, um desarme ou uma ação defensiva — e por isso as ferramentas divergem entre si, e às vezes também do que o torcedor jurou ter visto. Um exemplo da própria rodada: naquele um-contra-um de Vinícius Júnior, os dados que usamos (FIFA e FotMob) registraram 8 dribles tentados e nenhum certo; o Wyscout, outra referência do mercado, contou 2 certos em 7. Mesma jogada, contagens diferentes.
Não há fonte "definitiva" — há critérios diferentes. O que fazemos é fixar uma régua de dados (aqui, FIFA mais FotMob) e aplicar a mesma a todos os jogadores, para que a comparação seja justa dentro do ranking. Trocar a fonte mudaria alguns números; é mais um motivo para ler a nota como um retrato fundamentado, não como sentença.
Fonte dos dados: relatórios de pós-jogo da FIFA (Post Match Summary Report) e FotMob. Avaliação própria do blog — comparação por posição, números brutos da partida, corte mínimo de 45 minutos.