Quem mandou na fase de grupos da Copa, posição por posição

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Quem mandou na fase de grupos da Copa, posição por posição

Encerrada a fase de grupos, dá para fechar a conta dos três jogos num retrato só: a seleção da primeira fase num 4-3-3, com titulares e reservas, e o pódio de cada posição. A diferença para os posts de cada rodada é o que entra na conta. Lá, era uma partida. Aqui, é a fase inteira — somamos o que cada jogador fez nos seus jogos de grupo e avaliamos o acumulado.

Como sempre, a ideia por trás de tudo é a mesma: cada posição é avaliada pela sua própria régua. O que se cobra de um goleiro não é o que se cobra de um ponta, então cada função tem um conjunto de fundamentos com pesos próprios, e a nota sai do balanço deles. As fórmulas completas, métrica por métrica, estão no fim do post.

A fase deu três fotos que valem a abertura. A primeira: como nas três rodadas isoladas, e agora também no acumulado, a maior nota é de um goleiro — o australiano Patrick Beach. A segunda: Kevin De Bruyne sustentou por três jogos o que fez na última rodada e terminou como o maior nome de linha da fase. A terceira: os dois maiores craques da geração, Messi e Mbappé, entraram na seleção — um pela ponta, outro no comando do ataque —, cada um do seu jeito. E há a leitura brasileira, que fica para a seção do Brasil.

Como a nota foi calculada (o essencial)

Quatro decisões sustentam as tabelas. Em poucos parágrafos.

1. Somamos a fase inteira. Para cada jogador, juntamos as estatísticas dos jogos que ele disputou na fase de grupos e avaliamos o total. Para entrar, exigimos pelo menos 2 dos 3 jogos (e um mínimo de 90 minutos somados) — assim a seleção premia quem rendeu ao longo da fase, não um pico isolado de uma única partida.

2. A régua muda por posição. Cada posição é avaliada por um conjunto de métricas com pesos próprios, definidos pelo que aquela função precisa fazer. São oito réguas para as onze vagas — os dois zagueiros dividem a mesma, assim como os laterais entre si e os pontas entre si. A lista completa, peso por peso, está na última seção.

3. A nota é relativa à posição. Para cada métrica, olhamos como o jogador se saiu em relação aos outros da mesma posição na fase. Na maioria delas conta onde ele ficou na fila; em gols e assistências, conta o tamanho do número — são as ações mais diretamente ligadas ao placar, então ali a magnitude importa. A nota vai de 0 a 100 e é sempre uma comparação dentro da posição.

4. Usamos o volume total acumulado. Como olhamos a fase inteira, a conta favorece quem jogou mais e produziu mais ao longo dos três jogos — é o que se espera de uma seleção de fase: quem esteve em campo e entregou de forma sustentada leva vantagem sobre quem brilhou em meia hora. A posição de cada um é aquela em que ele acumulou mais minutos na fase.

Uma nota sobre o xG, que aparece adiante. O xG de uma finalização é a qualidade daquela chance — a probabilidade de virar gol. Já somar o xG de um jogador mede o volume de chance que ele acumulou na fase, não "os gols que deveriam ter saído" nem a qualidade média dos lances. Onde entra xG, usamos a versão sem pênalti; gols marcados contam todos.

A seleção da fase de grupos — Time titular

O time ideal da fase num 4-3-3. Entre parênteses, a seleção (país), a nota na posição e o número de jogos disputados.

Posição Jogador Seleção Nota Jogos
Goleiro Patrick Beach Austrália 94,4 3
Lateral-direito Alistair Johnston Canadá 80,3 3
Zagueiro Virgil van Dijk Holanda 86,0 3
Zagueiro Nico Elvedi Suíça 78,1 3
Lateral-esquerdo Sead Kolašinac Bósnia 79,7 3
Primeiro volante Rodri Espanha 78,4 3
Segundo volante Pedro Vite Equador 85,2 3
Meia-armador Kevin De Bruyne Bélgica 88,5 3
Ponta-direita Lionel Messi Argentina 75,4 3 (2 tit.)
Centroavante Kylian Mbappé França 84,8 3
Ponta-esquerda Vinícius Júnior Brasil 70,2 3

Dez dos onze titulares começaram os três jogos da fase — a marca de uma seleção de fase, que recompensa a constância. A exceção é Messi: foi titular em dois jogos e entrou no segundo tempo no terceiro, somando 200 minutos, e mesmo assim produziu o bastante para liderar os pontas. Quatro leituras saltam daqui.

A primeira, de novo: o jogador de maior nota é um goleiro, Patrick Beach, da Austrália. Foi assim nas três rodadas e se manteve no acumulado. Goleiro é a posição onde uma sequência de boas atuações mais se descola da média, e a régua premia isso — falamos dele no pódio.

A segunda é van Dijk, o melhor zagueiro da fase com 86,0, oito pontos à frente do segundo. Ele foi o pacote completo de zagueiro moderno repetido por três jogos: venceu 11 duelos aéreos, somou 28 ações defensivas e quebrou 44 linhas de marcação saindo com a bola, sem ser driblado uma única vez na fase. Defender e construir, sem queda de rendimento.

A terceira é De Bruyne, que tirou 88,5 — a maior nota de linha da fase. Aos 34 anos, ele acumulou 9 chances criadas, 0,80 de xA (o volume de chance que os passes dele geraram para os companheiros finalizarem) e ainda ameaçou o gol, com 1,1 de xG sem pênalti somado nos três jogos. É o armador clássico que a régua procura, sustentado do começo ao fim da fase.

A quarta é o encontro dos dois maiores: Messi e Mbappé na mesma seleção. Messi liderou os pontas com 6 gols na fase; Mbappé, os centroavantes, com 4 gols e 2 assistências. Um pela direita, o outro no meio do ataque — duas formas diferentes de decidir, lado a lado no mesmo time.

A seleção da fase de grupos — Time reserva

Como o ranking ordena todo mundo dentro da posição, dá para montar também o time reserva da fase: o segundo melhor de cada função, pulando quem já é titular.

Posição Jogador Seleção Nota
Goleiro Mohammed Al Owais Arábia Saudita 90,5
Lateral-direito Krépin Diatta Senegal 79,3
Zagueiro Jan Paul van Hecke Holanda 78,0
Zagueiro Brandon Mechele Bélgica 78,0
Lateral-esquerdo Ahmed Abou El Fotouh Egito 79,0
Primeiro volante Frenkie de Jong Holanda 77,2
Segundo volante Moisés Caicedo Equador 83,8
Meia-armador Michael Olise França 85,6
Ponta-direita Ousmane Dembélé França 74,0
Centroavante Erling Haaland Noruega 78,2
Ponta-esquerda Florian Wirtz Alemanha 68,7

Um banco de respeito: Olise (85,6) e Caicedo (83,8) teriam nota de titular na maioria das seleções, mas esbarraram em De Bruyne e Pedro Vite. O detalhe do meio-campo: o Equador coloca dois entre os melhores box-to-box da fase (Vite titular, Caicedo reserva), sinal de um meio que sustentou a fase inteira. E Haaland fecha o ataque reserva, logo atrás de Mbappé.

O pódio de cada posição

Os três melhores de cada posição na fase. O número de avaliados varia muito — são 138 pontas, mas só 40 meias-armadores —, o que muda o quanto cada nota "custou".

Goleiro (50 avaliados)

  1. Patrick Beach — Austrália — 94,4
  2. Mohammed Al Owais — Arábia Saudita — 90,5
  3. Alisson Becker — Brasil — 87,1

Beach lidera por um motivo tangível: pela nossa conta de "gols evitados", ele impediu cerca de 2,1 gols além do que um goleiro médio sofreria com as finalizações que enfrentou, somando 11 defesas e 85% de aproveitamento nos três jogos da Austrália. É a métrica de maior peso da régua de goleiro. Alisson, do Brasil, fecha o pódio — voltamos a ele adiante.

Zagueiro (124 avaliados)

  1. Virgil van Dijk — Holanda — 86,0
  2. Nico Elvedi — Suíça — 78,1
  3. Jan Paul van Hecke — Holanda — 78,0

A Holanda coloca dois no pódio dos zagueiros, van Dijk e van Hecke — a base que levou a seleção pela fase. A distância de van Dijk para o segundo, oito pontos, é a maior de qualquer posição na fase: foi domínio de ponta a ponta.

Lateral-direito (50 avaliados)

  1. Alistair Johnston — Canadá — 80,3
  2. Krépin Diatta — Senegal — 79,3
  3. Achraf Hakimi — Marrocos — 78,3

Lateral-esquerdo (57 avaliados)

  1. Sead Kolašinac — Bósnia — 79,7
  2. Ahmed Abou El Fotouh — Egito — 79,0
  3. Aubrey Modiba — África do Sul — 74,4

Sete décimos separam Kolašinac de Abou El Fotouh no topo dos laterais-esquerdos — disputa acirrada de quem somou mais ataque e defesa pela fase.

Primeiro volante (54 avaliados)

  1. Rodri — Espanha — 78,4
  2. Frenkie de Jong — Holanda — 77,2
  3. Granit Xhaka — Suíça — 73,6

Rodri foi o primeiro volante mais regular da fase: segurança na saída e proteção, sem precisar aparecer no ataque. O pódio reúne três cérebros de saída de bola — Rodri, de Jong e Xhaka —, o perfil que a régua de volante recompensa.

Segundo volante / box-to-box (78 avaliados)

  1. Pedro Vite — Equador — 85,2
  2. Moisés Caicedo — Equador — 83,8
  3. Pedri — Espanha — 83,2

O Equador domina o meio-campo da fase, com Vite e Caicedo nos dois primeiros lugares. Vite foi um caso à parte: 58 quebras de linha, 45 passes ao último terço, 8 chances criadas e 23 recuperações somados nos três jogos — defendeu e construiu em volume altíssimo, o pacote box-to-box levado ao extremo. Um nome fora do circuito badalado liderando uma posição cheia deles.

Meia-armador (40 avaliados)

  1. Kevin De Bruyne — Bélgica — 88,5
  2. Michael Olise — França — 85,6
  3. Arda Güler — Türkiye — 82,1

A maior nota de linha da fase está aqui, com De Bruyne — já contada no time titular. O pódio mistura experiência e juventude: o belga de 34 anos, o francês Olise e o turco Arda Güler, de 21 — três formas de armar, todas premiadas pela mesma régua de criação.

Ponta (138 avaliados)

  1. Lionel Messi — Argentina — 75,4
  2. Ousmane Dembélé — França — 74,0
  3. Vinícius Júnior — Brasil — 70,2

A posição mais concorrida da fase — 138 pontas — tem Messi no topo. Ele fez 6 gols na fase e acumulou um dos maiores volumes de chance clara entre os pontas, com 6 chances criadas para os companheiros — e fez tudo isso em apenas 200 minutos, tendo começado o último jogo no banco. Numa conta que premia o volume total, liderar jogando menos que os concorrentes diz muito. A régua de ponta cobra o pacote inteiro, e mesmo sem assistência no período, o conjunto de finalização e criação de Messi o manteve à frente de Dembélé e de Vinícius por margem curta.

Centroavante (43 avaliados)

  1. Kylian Mbappé — França — 84,8
  2. Erling Haaland — Noruega — 78,2
  3. Ismael Saibari — Marrocos — 68,4

Mbappé foi o melhor centroavante da fase com folga: 4 gols, 2 assistências, 27 toques na área adversária e 9 finalizações no alvo somados nos três jogos. A régua de centroavante põe o gol acima de tudo, mas premia quem também liga o jogo — e Mbappé fez as duas coisas. Haaland, logo atrás, fez seus gols, mas participou menos da construção.

O Brasil na fase de grupos

Recortamos do ranking os brasileiros que jogaram ao menos 2 dos 3 jogos da fase, com a posição de cada um e onde ficaram dentro da própria função.

Jogador Posição Nota Posição no ranking
Alisson Becker Goleiro 87,1 3º de 50
Gabriel Zagueiro 75,9 7º de 124
Vinícius Júnior Ponta 70,2 3º de 138
Marquinhos Zagueiro 70,5 12º de 124
Lucas Paquetá Meia-armador 69,4 9º de 40
Douglas Santos Lateral-esquerdo 64,7 10º de 57
Bruno Guimarães Segundo volante 64,7 20º de 78
Casemiro Primeiro volante 60,0 18º de 54
Matheus Cunha Centroavante 59,5 7º de 43
Rayan Ponta 46,6 42º de 138
Danilo Lateral-direito 44,7 29º de 50
Raphinha Ponta 40,0 59º de 138

O Brasil põe dois no topo das suas posições na fase: Alisson, terceiro entre 50 goleiros (no pódio que Beach lidera), e Vinícius Júnior, terceiro entre 138 pontas — e aqui vale a explicação. Na seleção, Vinícius aparece como ponta-esquerda, não como centroavante. É que a posição da fase é onde o jogador acumulou mais minutos, e ele atuou aberto pela esquerda nas duas primeiras rodadas, só fazendo as vezes de referência na terceira. Pela fase, então, ele é o que sempre foi: um ponta — e foi o terceiro melhor da Copa na função.

O caso de Vinícius resume bem por que a fase suaviza os extremos. Ele somou 4 gols e o maior volume de chance clara entre todos os pontas (3,51 de xG sem pênalti acumulado), mas a nota de 70,2 reflete também o que faltou — pouca assistência e algumas perdas de bola. Um jogo isolado infla ou desinfla; três jogos desenham um retrato mais estável.

O mesmo vale para Marquinhos, e em sentido contrário. Ele foi quarto entre os zagueiros na 2ª rodada e despencou na 3ª; na média da fase, estabilizou em 12º de 124 — nem o pico nem o vale, e sim o conjunto. É exatamente o que uma seleção de fase faz: troca a foto de um instante pelo filme inteiro.

Dois cuidados antes de qualquer veredito. Primeiro, a régua é dentro da posição, e não pondera a força do adversário — render contra seleções mais frágeis pesa igual, então número alto pede leitura com contexto. Segundo, o de sempre: nem a fase de grupos é o suficiente para sentenças definitivas. O bom sinal do Brasil é coletivo — dois no topo das funções e vários no meio de cima —, e o mata-mata recomeça a conta.

O que dá para tirar daqui

Uma fase é mais do que um jogo, mas ainda é uma amostra. O valor do exercício não é cravar quem é o melhor do mundo, e sim mostrar que a régua importa — e que olhar três jogos, em vez de um, dá um retrato mais firme. Quando se avalia cada posição pelo conjunto do que ela precisa entregar, e ao longo da fase inteira, a fotografia ganha nitidez: um goleiro lidera mais uma vez, o Equador domina o meio-campo, a Holanda manda na zaga e os dois maiores craques da geração dividem o ataque.

Foi a foto da fase de grupos. No mata-mata, a régua segue a mesma — e a margem para um jogo isolado mudar tudo volta a crescer.


Apêndice — as fórmulas, posição por posição

Para quem quer auditar a conta. Cada posição tem um conjunto de métricas, cada uma com um peso (em %). Cada métrica vira uma escala de 0 a 100 comparando o jogador com os outros da mesma posição na fase, e a nota final é a média dessas escalas ponderada pelos pesos abaixo. Lembrando: aqui trabalhamos com os totais acumulados da fase (quem disputou ≥ 2 dos 3 jogos e ≥ 90 minutos somados).

Como cada métrica vira nota: posição na fila × tamanho do número

Há duas formas de transformar uma métrica em escala de 0 a 100, e usamos a que faz mais sentido para cada uma.

  • Por percentil (a posição na fila). Vale para quase tudo — passes certos, duelos, recuperações, chances criadas. Aqui importa a ordem: a escala mede quantos jogadores da posição o atleta superou naquela métrica, não o tamanho da diferença. É o ideal para fundamentos em que "fazer mais" tem retorno decrescente.
  • Pela magnitude (o tamanho do número). Vale para gols e assistências, onde o tamanho importa de verdade: fazer 6 gols deve valer cerca de seis vezes fazer 1, não só "ficar à frente". São os movimentos mais diretamente ligados ao gol, então usamos uma escala proporcional ao valor.

O que cada métrica mede

  • Gols evitados — quantos gols o goleiro impediu além do que se esperaria das finalizações que enfrentou. Mede defesa difícil, não volume.
  • % de defesas — defesas divididas pelos chutes que foram ao alvo.
  • Defesas — total de defesas na fase.
  • Duelos aéreos ganhos — disputas de bola pelo alto vencidas.
  • Ações defensivas — soma de desarmes, interceptações e cortes.
  • Vezes driblado — quantas vezes o jogador foi passado num drible (quanto menos, melhor — entra invertido).
  • Quebras de linha — passes que ultrapassam uma linha de marcadores, fazendo a bola progredir por dentro da defesa adversária.
  • % de acerto de passe — passes certos sobre passes tentados.
  • Bolas longas certas — lançamentos longos que chegaram ao destino.
  • Duelos no chão ganhos — disputas rente ao gramado vencidas.
  • Cruzamentos certos — cruzamentos que encontraram um companheiro.
  • Chances criadas — passes que terminaram em finalização de um companheiro.
  • Recuperações — bolas recuperadas para a equipe.
  • Passes ao último terço — passes que entregam a bola no terço de ataque do campo.
  • Toques na área adversária — vezes que tocou na bola dentro da área de ataque.
  • Gols — gols marcados (todos, inclusive pênalti).
  • Gol esperado sem pênalti (xG) — somando as finalizações do jogador (sem pênaltis), mede o volume de chance que ele acumulou na fase — quanta chance teve no total —, não a qualidade média dos lances nem "os gols que faltaram".
  • Finalizações / no alvo — chutes dados / que foram na direção do gol.
  • Assistências — passes que viraram gol.
  • Assistência esperada (xA) — somando o xG de cada finalização que o jogador armou, mede o volume de chance que os passes dele criaram para os companheiros finalizarem.
  • Perdas de posse conduzindo — vezes que perdeu a bola no drible ou na condução (invertido — quanto menos, melhor).
  • Taxa de drible mal-sucedido — proporção de dribles que não deram certo (invertido).

Pesos por posição

Goleiro — foco em evitar gol.

Métrica Peso
Gols evitados 60%
% de defesas 25%
Defesas 15%

Zagueiro — defender bem e sair jogando.

Métrica Peso
Duelos aéreos ganhos 24%
Ações defensivas 22%
Quebras de linha 18%
Vezes driblado (invertido) 14%
% de acerto de passe 14%
Bolas longas certas 8%

Lateral (direito e esquerdo — mesma régua) — defender, progredir e municiar o ataque.

Métrica Peso
Cruzamentos certos 22%
Chances criadas 20%
Quebras de linha 15%
Ações defensivas 13%
% de acerto de passe 11%
Vezes driblado (invertido) 10%
Duelos no chão ganhos 9%

Primeiro volante — proteger, recuperar e circular com segurança.

Métrica Peso
% de acerto de passe 20%
Ações defensivas 18%
Recuperações 16%
Quebras de linha 15%
Duelos no chão ganhos 11%
Vezes driblado (invertido) 10%
Bolas longas certas 10%

Segundo volante (box-to-box) — equilíbrio entre defender, progredir e criar.

Métrica Peso
Chances criadas 18%
Quebras de linha 16%
Passes ao último terço 12%
% de acerto de passe 12%
Toques na área adversária 12%
Recuperações 11%
Ações defensivas 10%
Duelos no chão ganhos 9%

Meia-armador — criar, ameaçar o gol e progredir, descontando o desperdício.

Métrica Peso
Chances criadas 22%
Assistência esperada (xA) 16%
Gol esperado sem pênalti (xG) 16%
Passes ao último terço 12%
Toques na área adversária 12%
Quebras de linha 10%
Perdas de posse conduzindo (invertido) 6%
Taxa de drible mal-sucedido (invertido) 6%

Ponta — ameaçar o gol, criar e driblar.

Métrica Peso
Gols 15%
Gol esperado sem pênalti (xG) 13%
Chances criadas 13%
Assistências 11%
Quebras de linha 8%
Assistência esperada (xA) 7%
Toques na área adversária 7%
Taxa de drible mal-sucedido (invertido) 7%
Perdas de posse conduzindo (invertido) 6%
Finalizações 5%
Cruzamentos certos 4%
Passes ao último terço 4%

Centroavante — gol acima de tudo, com pivô e ligação, descontando o desperdício.

Métrica Peso
Gols 20%
Gol esperado sem pênalti (xG) 16%
Toques na área adversária 12%
Duelos aéreos ganhos 9%
Chances criadas 9%
Assistências 8%
Perdas de posse conduzindo (invertido) 8%
Finalizações no alvo 8%
Assistência esperada (xA) 5%
Duelos no chão ganhos 5%

Uma palavra sobre as fontes

Vale uma honestidade final: os números dependem de quem os coleta. Cada provedor de dados tem seus próprios critérios para decidir o que é um drible, um desarme ou uma ação defensiva — e por isso as ferramentas divergem entre si, e às vezes também do que o torcedor jurou ter visto. O que fazemos é fixar uma régua de dados (aqui, FIFA mais FotMob) e aplicar a mesma a todos os jogadores, para que a comparação seja justa dentro do ranking. Trocar a fonte mudaria alguns números; é mais um motivo para ler a nota como um retrato fundamentado, não como sentença.

Fonte dos dados: relatórios de pós-jogo da FIFA (Post Match Summary Report) e FotMob. Avaliação própria do blog — comparação por posição, totais acumulados da fase de grupos, mínimo de 2 jogos e 90 minutos somados.